A educação das relações étnico-raciais como eixo integrador do ensino médio integrado
O texto, fundamentado no Decreto nº 5154/2004 e em normativas como o Parecer CNE/CEB nº 39/2004, defende a superação da dualidade educacional por meio de uma integração curricular que promove a interdisciplinaridade para romper a fragmentação do conhecimento e abordar problemas reais. A politecnia é apresentada como eixo central, destacando a necessidade de formação docente qualificada, planejamento coletivo e estratégias práticas, consolidando o Ensino Médio Integrado (EMI) e a Educação das Relações Étnico-Raciais (ERER) como pilares de uma educação inclusiva, voltada à valorização da diversidade cultural e ao combate ao racismo estrutural.
2. Projeto “Desconstruindo o racismo estrutural e fortalecendo a diversidade”
No curso Técnico em Administração do campus Centro-Serrano, foi desenvolvido o projeto “Desconstruindo o Racismo Estrutural e Fortalecendo a Diversidade”. Baseado na pedagogia crítica de Paulo Freire e em princípios decoloniais, o projeto utiliza práticas interdisciplinares para combater o racismo estrutural e inserir saberes afrodescendentes no currículo, promovendo ações que valorizam a diversidade cultural e a inclusão social.
3. Filosofia, Biologia e Sociologia
A filosofia explora o racismo epistêmico e desconstrói o eurocentrismo que domina o pensamento ocidental. Na sociologia, destaca-se a análise crítica do mito da democracia racial brasileira e sua relação com desigualdades sociais. Já a biologia aborda teorias racialistas do século XIX, como a eugenia, que fundamentaram práticas discriminatórias e racistas, enfatizando a necessidade de uma abordagem crítica nessas áreas.
4. Física e Matemática
A física aborda o epistemicídio negro, evidenciando como cientistas afrodescendentes foram historicamente invisibilizados. A matemática, por sua vez, destaca a etnomatemática, que valoriza saberes e práticas tradicionais, promovendo o reconhecimento de contribuições afrodescendentes no campo matemático.
5. Geografia e História
A geografia explora conceitos de preconceito, discriminação e racismo estrutural, demonstrando suas implicações na organização e ocupação dos espaços. Na história, analisa-se o impacto do nazifascismo e do neofascismo, contextualizando suas influências históricas e sociais, além de conectar essas reflexões aos desafios contemporâneos.
6. Finanças, Rotina e Cálculos Trabalhistas, Empreendedorismo e Desenvolvimento de Projetos, Agronegócios
O racismo institucional no mercado financeiro é analisado, evidenciando desigualdades estruturais. O empreendedorismo negro é fortalecido por iniciativas identitárias como o Movimento Black Money. No agronegócio, examinam-se as relações étnico-raciais, destacando a contribuição de africanos escravizados e questionando desigualdades atuais. Por fim, o cotidiano dos cálculos trabalhistas é apresentado como parte do contexto financeiro no ensino integrado.
7. Língua Portuguesa, Literatura Brasileira e Redação
A língua portuguesa e a literatura brasileira destacam as contribuições culturais afro-brasileiras, explorando música e literatura como formas de resistência e expressão identitária. Na redação, temas como racismo estrutural são trabalhados para incentivar reflexões críticas e construir argumentos sólidos, com foco em discussões importantes para avaliações como o ENEM.