
CAMINHOS
VISUAIS
PARA A
AUTONOMIA
ESTUDANTIL

A desorientação espacial no campus não é apenas um problema de infraestrutura, mas uma barreira pedagógica que gera dependência e compromete a permanência estudantil.
Como a sinalização direcional pode deixar de ser apenas "placa" para se tornar mediação pedagógica?
- Analisar tecnicamente os fluxos de circulação e barreiras no Campus Socorro.
- Identificar as lacunas de orientação espacial e acessibilidade universal.
- Avaliar requisitos de acessibilidade aplicáveis à sinalização institucional.
- Desenvolver um modelo de sinalização pedagógica e mapas digitais.
Moura (2007)
Ramos (2014)
Ciavatta (2005)
Silva (2005)
NATUREZA:
Qualitativa, exploratória e aplicada. Estudo de caso no Campus Socorro (IFS).
OBSERVAÇÃO:
Análise técnica de fluxos e barreiras de orientação
(Ago/25 a Mai/26).
REGISTROS:
Auditoria iconográfica e documental (NBR 9050 e DUA).
PROPOSIÇÃO:
Design Thinking para criação do protótipo de mapa digital.
Arthur & Passini (1992)
Passini (1996)
ABNT NBR 9050 (2020)
CAST (2018)
Brown (2018)
ENTENDENDO
O CAMPUS
Rigor Ético: Foco na legibilidade do ambiente como mediador semiótico. Pesquisa centrada na materialidade da sinalização, dispensando interação com seres humanos conforme orientação do Comitê de Ética.
FLUXO DE PEDESTRES
Deserto Informativo
Longos trechos sem indicação antecipada. Usuários recorrem à memória espacial ou a terceiros.
ACESSIBILIDADE
Rotas Invisíveis
Escadas e acessos secundários sem sinalização antecipatória, prejudicando a inclusão.
SEGURANÇA
Lacuna de Emergência
Ausência de sinalização de emergência normatizada e indicações externas para visitantes.
Lynch (1960), Hall (2005)
Hertzberger (1996)
Pedrosa (2018)
Kress & van Leeuwen (2021)
DA BARREIRA AO PRINCÍPIO DE PROJETO
- Intencionalidade Educativa.
- Mediação Semiótica.
- Acessibilidade Universal.
- Design Universal (DUA).
- Transposição Didática.
MAPA
DIGITAL
NAVEGABILIDADE HÍBRIDA
Integração entre o espaço físico e o digital para orientação em tempo real, pontos de referência e rotas adaptadas.
ACESSIBIIDADE UNIVERSAL
Representações múltiplas (visual, tátil e digital) seguindo os princípios do Design Universal para Acesso.
CÓDIGO ABERTO E REPICÁVEL
Estrutura em HTML/CSS/SVG pensada para fácil adaptação por outros campi e comunidades educativas.
RESSIGNIFICAÇÃO CONCEITUAL
Sinalização como componente ativo
do Projeto Político-Pedagógico (PPP).
ARCABOUÇO METODOLÓGICO
Articulação entre EPT, Semiótica,
Neuroeducação e Design Thinking.
IMPACTO NA PERMANÊNCIA
Redução do estresse e da frustração,
fortalecendo o pertencimento institucional.
PROTÓTIPO INSTITUCIONAL
Modelo replicável para a Rede Federal de
Educação Profissional e Tecnológica.
O QUE A
PESQUISA
ENTREGA
À EPT?
PRÓXIMOS PASSOS
Implementação e avaliação empírica no Campus Socorro.
EXPANSÃO
Manual de diretrizes para a Rede Federal de EPT.
ALGUMAS DÚVIDAS
1. A sua pesquisa prova que a sinalização aumenta a autonomia?
Não de forma causal ou estatística. A pesquisa demonstra, por meio da fundamentação teórica, da análise técnica dos fluxos e do diagnóstico do campus, que existe uma relação plausível e fundamentada entre legibilidade espacial, redução da dependência e apoio à autonomia. Por isso, utilizo a expressão “potencial pedagógico”. A medição direta do impacto sobre os usuários é uma etapa futura.
2. Por que não entrevistou os estudantes?
Porque o foco desta etapa foi o diagnóstico técnico do ambiente e da sinalização, e não a percepção dos sujeitos. A observação não participante, o registro fotográfico e a análise documental permitiram investigar as barreiras materiais e informacionais do campus sem expor participantes. Reconheço que a avaliação com usuários será essencial para validar e aperfeiçoar o produto numa próxima etapa.
3. Um mapa digital é realmente um produto educacional?
Sim, porque não se limita a localizar ambientes. Ele foi concebido para apoiar a leitura do espaço, o planejamento de rotas, a interpretação de símbolos e o desenvolvimento de referências espaciais. A sua dimensão educacional está na mediação entre a informação, o ambiente e a ação autônoma do usuário.
4. Qual é a diferença entre sinalização comum e sinalização pedagógica?
A sinalização comum prioriza informar e orientar. A sinalização pedagógica mantém essas funções, mas acrescenta intencionalidade formativa: utiliza padrões visuais, acessibilidade e organização espacial para ensinar o usuário a interpretar o campus, compreender a instituição e deslocar-se com autonomia.
5. O produto substitui a sinalização física?
Não. O produto digital complementa a sinalização física. Uma solução inclusiva deve combinar recursos físicos, visuais, digitais e, quando aplicável, táteis. O mapa digital é um protótipo de um sistema mais amplo de orientação espacial.
6. Como o produto atende à inclusão?
Ele amplia as formas de acesso à informação espacial e foi pensado com base em princípios de acessibilidade e Design Universal para a Aprendizagem. No entanto, não afirmo que o protótipo, sozinho, atende a todas as necessidades. A validação com diferentes perfis de usuários e a incorporação de recursos adicionais são etapas necessárias.
7. Qual é a maior contribuição da dissertação?
A maior contribuição é mostrar que a sinalização pode ser analisada como parte do processo educativo. O trabalho transforma um problema aparentemente secundário de localização em uma questão relacionada à autonomia, à inclusão, ao pertencimento e à formação humana integral.
8. Qual é a principal fragilidade do trabalho?
A principal fragilidade é a ausência de validação empírica do produto com usuários. Essa limitação impede afirmar o tamanho do impacto na autonomia. Ao mesmo tempo, ela está claramente reconhecida e define uma agenda objetiva para a continuidade da pesquisa.
9. O que faria se pudesse continuar o estudo?
Implementaria o produto em situação real, definiria indicadores de avaliação, observaria os percursos antes e depois da intervenção e recolheria dados de diferentes perfis de usuários, mantendo os cuidados éticos necessários.
